APENAS PALAVRAS: De polos iguais para polos diferentes.

segunda-feira, setembro 23, 2013


 "Olá!" Mais uma conversa surgiu ali no cantinho da tela do facebook. Não gosto de puxar muito assunto, as vezes acho que a pessoa me acha muito "puxa saco" por isso prefiro que venham falar comigo, converso numa boa. Bem.... Preferia.
 A conversa ia fluindo muito bem, como sempre, mas teve uma determinada palavra que me deu um dejavu, estava reconhecendo aquele exato momento, mas de onde? Continuei a conversa como se nada tivesse acontecido. Olhei para o meu relógio e já era 23:11 e me lembrei que em algumas horas eu iria ter uma prova. Nos despedimos e fui dormir. Tentei, mas porque eu não conseguia simplesmente ficar de olhos fechados e dormir? Porque eu tenho que ficar com pensamentos indo e voltando parecendo que não tem fim? Acho que porque a noite, antes de dormir, é o único momento que tenho para mim. E nesses pensamentos estava aquela pessoa, aquela mesma pessoa que do nada me chamou no facebook. Estava me sentindo feliz, sempre é bom ter alguém novo para conversar, mas havia algo dentro de mim que tentava ofuscar a felicidade. Mas não ligava muito, projetava conversas na minha cabeça para que no dia seguinte passasemos tanto tempo quanto no anterior. Finalmente o sono veio.
 No dia seguinte cheguei da escola e fui almoçar, não conseguia parar de pensar na nova amizade. Me sentei na minha escrivania e fui estudar, mas em questões de segundo eu saia do assunto e viajava. Sabia que era por causa da conversa, então decidi matar o que estava me matando. Acessei com uma velocidade feito louco, e quando olho na lista de contatos, ela não estava lá. Esperei, esperei, esperei e quando estava pra fechar a janela subiu aquela janelinha no canto direito. "Oi oi!"
 Um sorriso se abriu na minha cara, e quando percebi isso, aquela mesma sensação que senti quando algo tentava ofuscar minha felicidade apareceu novamente. Mas a conversa tava indo da maneira que projetei na noite anterior. Decidi então continuar com a conversa. Nunca tive a intensão de conversar com uma pessoa pela internet pra querer ficar de namorico, gosto de conhecer pessoas novas, saber se existe alguém que me entenda. Olhei para o relógio e faltava 5 minutos para meia-noite. Nos despedimos e fui deitar, seguindo o mesmo processo da noite anterior. Projetando conversas e um sentimento de "Achei um novo amigo, espero que possamos ser bons amigos". Dormi.
 Na sexta-feira acordei e segui o mesmo procedimento, mas quando cheguei em casa naquela pressa não consegui almoçar, fui direto acessar a internet. Nada daquele som que me deixava ansioso, decidi deixar o bate papo ativo e fui estudar, naquela preocupação da escola e do vestibular estudei feito condenado. Olhei para o relógio e já era 22:47, olhei para a tela do computador e nada. De repente me sinto cansado, minhas costas doem de ficar curvado, minha vista também. Aguardei mais um pouco mas o sono falou mais alto.
 Já era terça-feira quando parei para pensar porque aquela pessoa parou de falar comigo do nada. Ainda com esperanças deixei o bate-papo ativo e fui estudar, olhei para o relógio e era 19:00 o sono estava maior do que nunca, estranhei aquilo, mas como não consigo me concentrar com sono decidi dar uma pausa nos estudos. Deitei na cama e olhando para o teto veio aquele pensamento do início. E aquele sentimento que ofuscava minha felicidade falou mais alto, e me lembrei que aquele sentimento não passava de um aviso, e que aquele dejavu também era um aviso. Foi quando eu dei conta de que aquela não era a primeira pessoa que me enchia de expectativas. Houve outras pessoas, muitas outras.
 Parei para saber se isso era um defeito meu. Porque eu sempre afasto as pessoas de mim? O que eu faço para que elas me esqueçam? Essas pessoas chamo de brisa, elas trazem algo e leva algo. E achei um defeito em mim, sou daquele tipo de pessoa que pula de cabeça, projeta as coisas, cheio de expectativas, não sou daqueles que deixas as coisas fluírem com calma. É como ir a uma praia, pessoas afoitas saem correndo para o mar e passam o dia lá.
 Agora só vejo dois caminhos, ou eu ando para o mar com calma, sentindo o sol, o vento, a maresia e a areia nos meus pés, aproveitando o máximo ou eu espero a próxima brisa!

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